sexta-feira, 4 de julho de 2014

Mal do século solidão?

Essa tal carência social fez dos jovens de alma sentir aversão à solidão. 
Total desprezo/desconhecimento por esse sentimento criou ciclos “muletas”, junto a frases prontas de 'amor', que por ventura achamos simbólicas e honrosas tais atitudes.
O que me remete a pensar “onde está o primor do ser maior”? O Lirismo das paixões? A essência de conquistar e ser conquistado? Aprisionados a mentes e medos, privam-se do aprender com as paredes do quarto escuro ou com aquele velho CD de músicas 'fossas'. Pulam etapas da vida e geram danos irreversíveis a longo prazo, esquecem que precisam maturar questões, reviver sensações e crescer internamente. 
Não se trata de 20, 30, 40 anos. Não existe prazo de validade para amar. Não seja você produto hollywoodiano, fuja de frases como “o amor pode estar onde você menos espera”, embora possa mesmo acontecer. Mas não corra de braços abertos ao porteiro porquê ele elogia seus sapatos e lhe deseja um bom dia. Reviva a nostalgia dos amores platônicos e não se prive de ter um único primeiro amor. Tenha conversas clichês entre amigas: “...meu próximo e último amor terá de gostar dos filmes da Bridget Jones (risos)...” Não alimente estereótipos feministas de que “homens não prestam”, mude velhos discursos... “Ainda vou externar esse amor “(ótima dica)”. 
A base do romantismo continua sendo a mesma de outrora, estamos distraídos quanto a isso por estarmos culpando incisivamente amores passados. Alimente-se da chama de que o melhor estar por vir. Não cometa erros de modelos que afirmam categoricamente que o tempo está passando e você precisa tomar decisões. Lembre-se que o tempo passa apenas para os que não vivem seu próprio tempo.

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