Total desprezo/desconhecimento por esse
sentimento criou ciclos “muletas”, junto a frases prontas de 'amor', que por
ventura achamos simbólicas e honrosas tais atitudes.
O que me remete a pensar
“onde está o primor do ser maior”? O Lirismo das paixões? A essência de
conquistar e ser conquistado? Aprisionados a mentes e medos, privam-se do
aprender com as paredes do quarto escuro ou com aquele velho CD de músicas
'fossas'. Pulam etapas da vida e geram danos irreversíveis a longo prazo,
esquecem que precisam maturar questões, reviver sensações e crescer
internamente.
Não se trata de 20, 30, 40 anos. Não existe prazo de validade
para amar. Não seja você produto hollywoodiano, fuja de frases como “o amor
pode estar onde você menos espera”, embora possa mesmo acontecer. Mas não corra
de braços abertos ao porteiro porquê ele elogia seus sapatos e lhe deseja um
bom dia. Reviva a nostalgia dos amores platônicos e não se prive de ter um
único primeiro amor. Tenha conversas clichês entre amigas: “...meu próximo e
último amor terá de gostar dos filmes da Bridget Jones (risos)...” Não alimente
estereótipos feministas de que “homens não prestam”, mude velhos discursos...
“Ainda vou externar esse amor “(ótima dica)”.
A base do romantismo continua
sendo a mesma de outrora, estamos distraídos quanto a isso por estarmos
culpando incisivamente amores passados. Alimente-se da chama de que o melhor
estar por vir. Não cometa erros de modelos que afirmam categoricamente que o
tempo está passando e você precisa tomar decisões. Lembre-se que o tempo passa
apenas para os que não vivem seu próprio tempo.

Mal do século solidão?